
IMPACTOS AMBIENTAIS
Por Prof. Décio
ATIVIDADES HUMANAS E OS IMPACTOS AMBIENTAIS
A harmonia nas relações entre os seres vivos e o meio ambiente é chamado de equilíbrio ecológico. A quebra dessa harmonia é denominada de impacto ambiental.
Os impactos ambientais podem ocorrer em escala local, regional ou global. Entre os impactos ambientais mais importantes podemos destacar:
· os desmatamentos,
· a erosão do solo,
· a desertificação,
· a poluição do ar, da água e do solo,
· o problema do lixo,
sendo a interferência humana e suas atividades a maior responsável pelos grandes impactos ambientais em ecossistemas naturais.

As cidades são grandes poluidoras do ar, águas e solos devido ao lixo urbano. As atividades agrárias agridem a natureza através do uso irregular de técnicas de cultivo e agrotóxicos, provocando ou acelerando a erosão do solo, poluição das águas, desmatamentos e queimadas. No entanto, o grande vilão em agressão ao meio ambiente é a indústria, que afeta o ar, a água, as florestas, o solo e fabrica quase tudo que se torna lixo na sociedade, ou seja, a maior responsável pela poluição.
A palavra poluição vem do latim pollutione e significa sujar. No meio ambiente, a poluição pode acontecer de três formas principais:
· quando são introduzidas na natureza substâncias naturais que não fazem parte do seu ecossistema (petróleo ou matéria orgânica);
· quando são introduzidos na natureza materiais estranhos ou produtos químicos (produtos industriais e agrotóxicos);
· quando são introduzidos no ar atmosférico gases diversos, estranhos à atmosfera ou a quantidade já existente seja acentuada provocando o desequilíbrio natural
Os inúmeros impactos ambientais ocorridos na história da humanidade trouxeram problemas que ameaçam não só a sobrevivência da espécie humana como a dos demais seres vivos na face da Terra.
Rios, lagos, águas subterrâneas, oceanos são contaminados por inúmeros poluentes. O ar nas grandes cidades está irrespirável, bem como a concentração de gases na atmosfera vem alterando substancialmente sua composição química, acentuando o efeito estufa natural. Os desmatamentos, queimadas e a desertificação avançam de forma estrondosa. Mudanças Climáticas, secas, furacões se acentuam por todo o globo. Inúmeras espécies de vegetais e animais, tanto em terra quanto no mar, estão extintas ou em vias de extinção, isto tudo sem mencionar o aquecimento global, que já é uma ameaça iminente.
O solo é um recurso fundamental para a prática de atividades importantes para o ser humano, como a agricultura, a urbanização e os meios de produção. A própria natureza se encarrega do desgaste dos solos, através da ação de seus agentes naturais (vento, chuva, mar, etc), no entanto, o homem agrava a situação e pouco ou nada faz para evitá-la.
Os solos podem ser contaminados por substâncias químicas (defensivos agrícolas e agrotóxicos), vazamentos de substâncias tóxicas e pelo lixo urbano e rural.
Erosão é a perda do solo superficial, rica em matéria orgânica, onde existe vida microbiana e que permite o desenvolvimento da vida vegetal. Entre os fatores que o homem provoca ou agrava a erosão do solo, podemos destacar: os desmatamentos, deslizamentos, as queimadas, atividades agrícolas, construções e a desertificação.

Os impactos ambientais decorrentes dos desmatamentos, são a extinção e redução de espécies animais e vegetais, a erosão e empobrecimento do solo, assoreamento dos rios, a desertificação, a extinção de nascentes de rios e fontes e as mudanças climáticas. Atualmente o principal alvo dos desmatamentos são as florestas equatoriais e tropicais da América do Sul e Central, África, Ásia e Oceania, tendo em vista, que as respectivas áreas florestais da América do Norte e Europa já há muito, foram exterminadas.
Quanto à desertificação, termo caracterizado por regiões do planeta que viram desertos ou haja expansão dos já existentes, principalmente em terras de zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultantes de variações climáticas e das atividades humanas, como o uso intensivo do solo pela agricultura, os desmatamentos, degradação de recursos hídricos com o uso inadequado de técnicas de irrigação e a pecuária extensiva.



A desertificação ocorre em cerca de 100 países espalhados pela África, Ásia, América do Norte e do Sul e na Austrália. Com exceção da Espanha, a Europa é o continente menos atingido por este processo. As principais conseqüências da desertificação envolvem problemas sociais, migrações, destruição da biodiversidade, erosão do solo, formação de areia, redução dos recursos hídricos e de terras cultiváveis.

Quanto aos deslizamentos, as abertura de estradas, desmatamentos, construções, degradação e permeabilidade do solo e o declive do terreno, são principais fatores e causas de deslizamentos de terras. O movimento mais lento da camada superficial, conhecido como rastejamento, costuma formar na base da inclinação um acúmulo de detritos, denominado talude. Quando é rompido, toda a encosta vem abaixo, expondo o solo a erosão (voçorocas).



Outro fator responsável pela erosão desenfreada são as práticas agrícolas, que com os preparativos para o cultivo da terra (aragem, queimadas e desmatamentos), expõem a camada superficial sujeitando-a a lavagem pelas águas da chuva (lixiviação) e laterização (endurecimento e impermeabilização do solo) e deslizamentos.
Alguns cuidados, entretanto, diminuem os desgastes provocados pela agricultura, como o plantio em curvas de nível (que reduz a velocidade do escoamento da água de chuva), o cultivo em terraços (terraceamento) onde a inclinação do terreno é acentuada e a associação de culturas, a fim de ocupar os espaços vagos evitando a exposição do solo, pois as raízes ajudam a segurar a camada superficial.

Por fim, o lixo urbano também é responsável por vários impactos ambientais, pois poluem o solo, as águas superficiais e subterrâneas e transmitem doenças. Outro grave problema do lixo é como eliminá-lo, tendo em vista, que depositá-lo em lugares abertos (lixões), enterrá-lo em aterros sanitários ou incinerá-lo, geram graves problemas ao meio ambiente.

Como a decomposição da matéria orgânica produz um resíduo mal cheiroso e ácido, conhecido como chorume, o lixo contamina o solo e as águas, além de provocar a poluição visual, além da proliferação de ratos, baratas e insetos disseminadores de várias enfermidades. Quando enterrado, além do chorume, provoca o acúmulo de gás metano, extremamente inflamável e mal cheiroso.
O lixo urbano pode ser dividido em:
· Domiciliar: aquele produzido nas residências, podendo ser orgânico (resto de alimentos) e inorgânico (papel, vidro, metais, plástico). Este tipo de lixo, conforme o consumo e o poder aquisitivo, pode variar bastante e podemos encontrar produtos que afetam gravemente a saúde e o meio ambiente, como materiais de limpeza, tintas, pilhas, baterias de celulares que precisam receber tratamentos especiais.
· Industrial: formado por resíduos de atividades industriais, como produtos químicos, ácidos, agrotóxicos, gases, chumbo, oxidantes, drogas, além dos resíduos sólidos.
· Comercial: formado por resíduos do comércio em geral, como restos de alimentos, papel, plástico, madeira, vidro, metais, etc.
Temos ainda alguns tipos de lixos especiais, que merecem tratamento especial como o lixo hospitalar (seringas, ampolas, curativos, materiais cirúrgicos, resíduos sólidos e materiais de medicina nuclear e quimioterapia, etc), lixo público provenientes da limpeza pública das ruas (entulho e todo tipo de matéria orgânica e inorgânica) e o lixo atômico formado por resíduos de usinas nucleares.

Várias formas de tratamento para o lixo urbano vem sendo praticada para amenizar o impacto ambiental, como a transformação do lixo orgânico em adubo ou usados para produzir gás metano, como nas usinas de compostagem, a reciclagem do lixo inorgânico com a coleta seletiva (separação de metais, plásticos, papéis e vidros), a incineração do lixo hospitalar, o recolhimento de produtos tóxicos e outros materiais nocivos ao meio ambiente pelos fabricantes de produtos com prazo de vencido e usados (baterias de veículos e celulares, pilhas, pneus, embalagens de agrotóxicos e inseticidas, etc). No entanto, o problema mais grave trata-se do lixo atômico (usinas e clínicas de radiografia e radioterapia), que precisam ser acondicionados em grossas caixas de concreto para evitar vazamentos e contaminação do meio ambiente e vem sendo enterrados ou jogados no oceano. Não sabe o quanto estes invólucros resistem à ação do tempo e qualquer rompimento pode gerar enormes danos ao meio ambiente e ao ecossistema.
POLUIÇÃO DO AR (pg 108-115)

A poluição do ar afeta a saúde humana, construções e monumentos históricos, a fauna a até mesmo a vegetação, sendo que seus efeitos podem ser sentidos em nível local, regional como global, podendo comprometer a sobrevivência das gerações futuras e do planeta.
Esse tipo de poluição pode ocorrer não só pela introdução de substâncias estranhas e que não existem na atmosfera, mas também pelo aumento da quantidade de um determinado elemento já existente, por exemplo, o dióxido de carbono (CO²), maior responsável pelo aquecimento global, que acentua o efeito estufa.
Nas grandes cidades, o coquetel de poluentes lançados no ar por veículos, indústrias, usinas de geradoras de energia termelétrica e outras fontes emissoras, são o monóxido e o dióxido de carbono, dióxido de nitrogênio, óxido nítrico, dióxido de enxofre, ozônio e partículas de poeira e chumbo, enquanto na zona rural, a principal causa da poluição atmosférica são as queimadas e os fornos de produção de carvão vegetal. A mistura desses poluentes forma um nevoeiro escuro e com alta concentração de substâncias, comum nas grandes cidades em todo o mundo, conhecido como smog.


Essa grande quantidade de poluição lançada na atmosfera vem alterando e acentuando fenômenos naturais, gerando desequilíbrios ecológicos como a INVERSÃO TÉRMICA e as ILHAS DE CALOR principalmente nas grandes cidades, as CHUVAS ÁCIDAS em escala local e regional, bem como, problemas mundiais como a DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO e o AQUECIMENTO GLOBAL gerado pela intensificação do efeito estufa natural, transformando em feito estufa artificial, responsável pelas atuais mudanças climáticas no planeta.
A
INVERSÃO TÉRMICA é um fenômeno natural que ocorre em vários lugares do planeta,
entretanto quando aliada aos poluentes suspensos no ar das grandes cidades,
agrava bastante o problema de poluição nestes centros urbanos.
Naturalmente, o ar na superfície desloca-se graças às diferenças de pressão e temperatura existentes entre as camadas da atmosfera gerando os ventos. A superfície aquecida pelos raios de sol, passa a refletir este calor para as camadas mais baixas da atmosfera, aquecendo o ar junto ao solo. Como o ar quente é mais leve, este inicia movimento de ascensão até esfriar-se ao atingir as camadas mais altas da atmosfera, tornando-se mais pesado, retornando para a superfície (ventos verticais) favorecendo o processo de circulação atmosférica e auxiliando na dispersão dos poluentes.
No entanto, nos meses de outono e inverno, por serem as noites e as manhãs mais frias, é comum esta situação se inverter. Nesta época, como as temperaturas próximas ao solo são mais frias, há uma inversão das camadas de ar, ficando o ar frio (mais pesado) junto ao solo e o ar quente (mais leve) acima desta, onde passa a ocorrer o processo de circulação atmosférica, formando um tampão sobre a camada de ar frio junto a superfície, impedindo a dispersão dos poluentes que ficam retidos juntos ao solo, formando o smog. Esse nevoeiro de poluentes somente se dissipará, quando os raios solares esquentarem a superfície e a circulação atmosférica normal se restabelecer.
Outro
fenômeno comum nas grandes cidades é a variação de temperaturas e pressão entre
as regiões centrais e as periferias. Normalmente junto ao centro as temperaturas
são mais altas em virtude da grande concentração de construções, áreas
asfaltadas, maior quantidade de veículos e indústrias que emitem e absorvem
muito calor e poucas áreas verdes. Este aquecimento nas áreas centrais das
cidades forma as ILHAS DE CALOR, que por apresentarem médias térmicas bem mais
altas do que nos bairros, passam a atuar como zonas de baixa pressão, receptora
de ventos (zonas ciclonais) das áreas periféricas onde as temperaturas são
menores e consequentemente a pressão é mais alta (zonas anticiclonais). Assim
toda a poluição gerada nos bairros passa a ser concentrada no centro, trazidas
por estes ventos (neste caso, ventos horizontais) que se deslocam da periferia
para as ilhas de calor, acentuando a poluição nas áreas centrais das grandes
cidades.
As CHUVAS ÁCIDAS, que atuam tanto em escala local quanto regional, tendo em vista que podem atingir regiões situadas a centenas de quilômetros das fontes poluidoras, contaminando as águas superficiais e o solo comprometendo a sobrevivência da flora e fauna das áreas atingidas por elas.

É importante destacar que a chuva é naturalmente ácida, pois as moléculas de água (H²O) se combinam com o gás carbônico (CO²) presente na atmosfera, produzem o ácido carbônico (H²CO³). Entretanto, a presença de outros poluentes lançados pelas atividades humanas no ar, como o dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, dióxido de cloro, resultantes da emissão das indústrias, veículos e outras fontes de combustão, aumentam a acidez das chuvas, compostas por ácidos sulfídricos, sulforosos e sulfúricos, nítricos e clorídricos.

As regiões mais atingidas por este fenômeno, são os países desenvolvidos no hemisfério norte, principalmente na América do Norte (EUA e Canadá), Europa (Reino Unido, França, Alemanha, entre outros), Japão e China, tendo em vista a presença de grandes parques industriais e cidades conseqüentemente grandes emissoras de poluentes, sendo a chuva ácida responsável pela destruição da vegetação, contaminação do solo e desgastes (corrosão) de construções e monumentos históricos. Apesar de mais raro, também nas grandes regiões urbanas do hemisfério sul há ocorrência de precipitação de chuvas ácidas.

Com relação aos problemas ambientais de poluição atmosféricas em escala planetária, podemos citar o AQUECIMENTO GLOBAL decorrente do efeito estufa artificial (causado pelas atividades humanas) e a DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO.
O
monóxido (CO) e o dióxido de carbono (CO²) emitido pelos veículos, indústrias,
geração de energia (termelétricas) e outras fontes emissoras de combustíveis
fósseis (carvão e petróleo) são os principais responsáveis pelo efeito estufa
artificial, causador do AQUECIMENTO GLOBAL. O efeito estufa é um fenômeno
natural responsável pela existência da vida na Terra, uma vez que a atmosfera
retém parte do calor dos raios solares, permitindo o não resfriamento
(arrefecimento) total do planeta, principalmente a noite. No entanto, a emissão
de grande quantidade daqueles gases na atmosfera, rompe o equilíbrio natural do
efeito estufa, acentuando seus efeitos, que passa a reter maior quantidade de
calor na superfície, elevando a temperatura de todo o planeta.
Esse efeito estufa artificial provocado pelas atividades humanas, colocou a humanidade em sinal de alerta, com previsões catastróficas acerca do derretimento das calotas polares e das geleiras nos continentes, elevação dos níveis dos oceanos, extinção de várias espécies da flora e fauna, intensificação de furacões, tempestades e secas, mudanças climáticas em escala global, que diminuirão a área cultivável, aumento da erosão, inundações sem precedentes nos litorais dos continentes, proliferação de doenças, a desertificação, destruições de ecossistemas, aumento das chuvas, entre outras conseqüências por todo o planeta.

Em relação à camada de ozônio, localizada aproximadamente entre 20 e 60 km de distância da superfície, na estratosfera, forma uma barreira que impede a passagem dos raios ultravioletas do Sol (raios UVA e UVB), a principal causa de câncer de pele e catarata que atinge milhares de pessoas, afetando também as plantas na superfície, diminuindo a velocidade da fotossíntese e os plánctons que flutuam nos oceanos responsáveis pela cadeia alimentar de milhões de seres marinhos e que absorvem 50% das emissões de dióxido de carbono no mundo alterando seus mecanismos de reprodução, ficando a vida na Terra protegida.
Os
grandes inimigos da camada de ozônio são os CFCs (clorofluorcarbonetos) muito
utilizados como gases de refrigeração, em aerossóis, em espuma para móveis,
carpetes, embalagens de comida pronta e em outras formas. Os CFCs chegam até a
estratosfera (demoram cerca de oito anos para isso), rompem-se sob a radiação
ultravioleta e liberam cloro que reagem com o ozônio, transformando-se em
oxigênio comum, provocando a DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO, abrindo verdadeiros
buracos neste escudo protetor, afetando a vida no planeta.
Como as baixíssimas temperaturas aceleram a mudança dos clorofluorcarbonetos em cloro, destruindo a camada de ozônio, teremos a formação desses buracos no escudo protetor terrestre, principalmente na Antártida e no Ártico, aumentando sensivelmente suas dimensões durante os meses de invernos tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul, chegando inclusive atingir áreas densamente povoadas.
Entretanto, de todos os problemas ambientais causado pelo homem, este é o que melhor vem sendo combatido, através da proibição de uso e fabricação dos chamados gases clorofluorcarbonetos (CFC´s) em diversos países do mundo, o que vem amenizado e mesmo diminuído a destruição da camada de ozônio que demonstra nos últimos anos, sinais de recuperação.
POLUIÇÃO DAS ÁGUAS
O lançamento de resíduos orgânicos acima da capacidade de absorção pelos organismos decompositores e o de resíduos inorgânicos não biodegradáveis, muito tóxicos e cumulativos, em córregos, rios, lagos e mares caracterizam o que chamamos de poluição das águas. A poluição das águas subterrâneas e superficiais só vem piorando as expectativas em relação ao fornecimento de água para as gerações futuras, uma vez que as principais fontes poluidoras são os resíduos industriais, esgotos sem tratamento, o chorume do lixo orgânico, o lixo sólido, resíduos agropecuários (agrotóxicos e defensivos agrícolas) e as atividades mineradoras.
Os diversos produtos químicos como o mercúrio, chumbo e o cianeto em altas concentrações em época de estiagem, (principalmente o mercúrio das utilizado nas atividades mineradoras para separar o ouro de areia e pedras) é um dos mais tóxicos e perigosos poluentes, que lançados nas águas dos rios provocam contaminação de peixes e plantas aquáticas, que porventura, vierem a serem consumidos pelo homem, causam sérios problemas neurológicos, podendo levar a morte.
Os oceanos e mares também sofrem vários tipos de agressões, entre as quais destacam-se aquelas provocadas pelo derramamento ou vazamento de petróleo e o lançamento de esgotos de cidades litorâneas, que causam violentos impactos ambientais ameaçando a vida de milhares de espécies de animais e vegetais da orla marinha.
Os derramamentos de petróleo em alto mar, provocam manchas escuras nas águas dos oceanos, chamadas de marés negras. Quando estes tipos de marés chegam às praias, destroem a fauna e flora local tornando-as inclusive, impróprias para banho.
Outro tipo de contaminação das águas é a temperatura das águas utilizadas nos sistemas de refrigeração de usinas termelétricas e termonucleares que provoca alterações na vida dos rios e oceanos atingidos. É a contaminação termal, que aquece sobremaneira as águas, levando a morte de inúmeras espécies de peixes e da flora aquática.

Deve-se citar também a poluição dos aqüíferos com pesticidas utilizados na agricultura e do chorume dos lixões que se infiltram no solo atingindo estes grandes reservatórios de águas subterrâneas.
Nas cidades, sobretudo nas grandes aglomerações urbanas, o problema da poluição das águas assume proporções catastróficas, tendo em vista que concentram grandes contingentes populacionais, a maioria das indústrias e serviços, responsáveis pelo elevado consumo desenfreado, o desperdício e uma infinidade de fontes poluidoras, tanto na forma de esgotos domésticos como efluentes (rejeitos industriais).
A poluição orgânica nas águas desequilibra o ecossistema aquático que recebe os poluentes matando os peixes por asfixia em conseqüência do processo de eutrofização que consiste no excesso de nutrientes, levando ao aumento de algas que consomem todo o oxigênio disponível na água, enquanto a poluição tóxica, mata a vida no meio aquático por envenenamento.
A solução para o problema da poluição das águas nos centros urbanos, se resume em uma palavra, tratamento, as chamadas ETE (estações de tratamento de água), com implantação de sistemas de coleta e tratamento do esgoto doméstico e industrial (efluentes) para que depois de utilizada, a água retorne limpa ao seu curso natural.
Poluição do Solo
É a contaminação do solo por resíduos industriais ou agrícolas transportados pelo ar, pela chuva e pelo homem. O uso indevido do solo e de técnicas atrasadas na agricultura, os desmatamentos, as queimadas, o lixo, os esgotos, a chuva ácida, o efeito estufa, a mineração são agentes causadores do desgaste de nossa litosfera.
As causas da Poluição do Solo
Na agricultura os inseticidas usados no combate às pragas prejudicam o solo, a vegetação e os animais. O DDT é o mais comum desses inseticidas.
As técnicas atrasadas utilizadas na agricultura como a queima da vegetação para depois começar o plantio. O terreno fica exposto ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo.
O lixo também tem o seu papel importante na degradação do solo. Devido a sua grande quantidade e composição ele contamina o terreno chegando até a contaminar os lençóis de água subterrâneos. O mesmo acontece com os reservatórios de combustíveis dos postos, pois eles ficam enterrados no solo, correndo o risco de vazamento devido a corrosão do material usado no revestimento dos reservatórios.
A mineração com as suas escavações em busca de metais, pedras preciosas e minerais continua devastando e tornando improdutível o nosso precioso solo.
A imprudência, o consumismo, o desperdício e a ganância humana tratam de prosseguir essa deterioração.
Os efeitos
Os inseticidas quando usados de forma indevida, acumulam-se no solo, os animais se alimentam da vegetação contaminada prosseguindo o ciclo de contaminação. Com as chuvas, os produtos químicos usados na composição dos pesticidas infiltram no solo contaminando os lençóis freáticos e acabam escorrendo para os rios continuando a contaminação.
O gado quando come o pasto envenenado, transmite as substâncias tóxicas para a sua carne e para o leite que vão servir de alimento para o homem.
Dentre as doenças causadas pelo solo contaminado estão a ancilostomose (amarelão), a teníase e verminoses como a ascaridíase (áscaris ou lombrigas) e a oxiurose causada pelo oxiúro.
O lixo acumulado além de destruir a vegetação, contribui para a poluição do ar com o mau cheiro e com a fumaça produzida pela incineração, chegando a contaminar os lençóis de água subterrâneos com a infiltração de lixo tóxico.
O uso indiscriminado do solo traz sérios efeitos como a erosão (é o desgaste do solo) e o aumento da desertificação.
Desertificação
É um processo ocorrido em áreas próximas aos desertos (como no centro da África) ou em regiões semi-áridas (como no sertão nordestino do Brasil). Ocorrem nessas áreas um ressecamento, devido a perda de água pelos processos de evaporação ou escoamento ser superior àquela fornecida pelas chuvas.
A desertificação atual é resultante principalmente da ação humana, que devasta a vegetação nativa por meio de grandes queimadas e introduz plantas rasteiras que não protegem o solo da ação solar e da erosão.
Com o desmatamento o solo fica totalmente exposto ao sol. Como conseqüência disso, ocorre uma contínua evaporação, até mesmo da água presente nas regiões mais profundas. Essa água, subindo para a superfície, traz consigo sais de ferro e outros minerais que se precipitam na superfície formando crostas com o aspecto de ladrilhos.
Essas crostas são impermeáveis contribuindo para a desertificação.
Os cientistas constataram que as excessivas derrubadas das matas influem nos níveis pluviométricos o que ocasiona o desaparecimento de espécies vegetais e animais.
Algumas medidas para solucionar os problemas da Poluição do Solo
· A elaboração de Leis mais práticas e rigorosas que defendam as florestas, as matas e todo o tipo de patrimônio ambiental. Com penalizações severas para as pessoas que continuarem devastando e poluindo o nosso ambiente;
· Elaboração de substitutos para os inseticidas;
· Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a indicação técnica de um agrônomo especializado;
· Reforma Agrária;
· Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico de pragas (técnica que utiliza outros animais que se alimentam daquele que é o agente da praga, sem prejudicar os vegetais e o solo);
· Investimento e melhoria nos projetos de irrigação;
· Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições para viver e se sustentar no campo;
· Investimentos nos projetos de transposição das águas;
· Participação da população nas campanhas de reflorestamento;
· Saneamento básico para todos;
· Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo;
· Incentivo para as empresas privadas investirem na coleta do lixo reciclável;
· Campanhas de conscientização da população à consumirem só o necessário, à reciclarem o seu lixo ou pelo menos cooperar com o trabalho de coleta.
É importante ressaltar que este resumo é apenas para aprofundamento dos estudos, não substituindo os textos do livro didático, nem as explicações e anotações em sala de aula. Leia, anote as dúvidas e leve para a sala de aula para maior entendimento da matéria. Bons estudos.
Prof. Décio - Geografia